Arquivo da categoria: Bobagens

1. Luta de gladiadores

Arena lotada, embate acirrado, não há garganta que não pare de berrar. Podia ser o clássico bolão de domingo, não fosse uma pequena diferença: na fase “mata-mata” os competidores realmente lutam até a morte. A luta de gladiadores, entretenimento favorito das massas na Roma Antiga, não era passatempo para os fracos. Como poucos topariam apostar a vida na competição sangrenta, no “ringue” geralmente estavam escravos, forçados a brigar pela liberdade – ou, mais comumente, apenas para manter o próprio pescoço. Extremamente popular durante séculos, por influência do cristianismo a atividade sofreu declínio a partir do século 5.

2. Venatio

Os anfiteatros romanos também eram palco para outro esporte cheio de sangue. Similares aos combates entre gladiadores, nas partidas de venatio a lógica de “brigar com alguém do seu tamanho” não era levada muito a sério. Na arena, homens eram colocados frente a frente com oponentes peso-pesado: deveriam derrotar animais ferozes como leões, tigres, ursos e elefantes. Apesar da batalha desigual, eram os animais que costumavam levar a pior contra os humanos munidos de armas e armaduras. A revanche vinha depois: uma variação do “esporte” também era aplicada como punição e execução de criminosos, que deveriam enfrentar desarmados os animais selvagens.

3. Pólo

Hoje considerada uma atividade de cavalheiros, o pólo tem origem bem menos engomadinha do que se imagina. Os primeiros registros que se tem jogo datam do ano 5 a.C, na Pérsia. Então, o pólo era um esporte praticado pelos soldados a guarda do rei e das tropas de elite do exército. E, como jogo-treino para a batalha armada, tendia a ser bem violento. Na versão do jogo praticada em Manipur, na Índia, por exemplo, valia segurar a bola de madeira com as mãos – algo proibido nos jogos de hoje, em que a bolinha rola no gramado e deve ser movida apenas com os tacos empunhados pelos distintos jogadores montados em cavalos. A regalia das regras de outrora dava outra liberdade aos jogadores: acertar o oponente com o taco para roubar a redonda.  A manobra perigosa (para o alvo do ataque) também não é mais permitida pelas regras atuais. Ufa.

4. Justa

Também vinda dos campos de batalha, a justa se tornou um esporte durante a Idade Média e estava longe de ser uma atividade segura. Dois cavaleiros, pesadamente revestidos por armaduras, montavam em seus cavalos em lados opostos da arena. Dado o sinal, partiam rumo ao oponente empunhando uma grande lança. O objetivo era apenas atingir e derrubar o oponente ao passar por ele, mas um dos possíveis (e não tão incomuns) danos colaterais do joguinho era a morte. Para não sair ferido tinha que ter habilidade – e um pouquinho de sorte. Não foi o caso do Rei Henrique II da França. Atingido por uma lança durante um torneio de justa, o rei faleceu em 1559 – o que pôs fim à tradição do esporte no país.
Atualmente, além de encenações de torneios de justa em feiras e eventos, o esporte medieval virou um reality show. No Full Metal Jousting, transmitido pelo History Channel, os competidores empunham lanças e lutam pela sobrevivência (no programa): o vencedor leva para casa um prêmio de 100 mil dólares.

5. Pancrácio

Caso você considere as lutas de MMA violentas demais, com certeza não teria estômago para acompanhar uma partida de pancrácio. Extremamente agressiva, ao ser praticada na antiguidade só possuía duas regras gerais: nada de mordidas e nada de arrancar os olhos do oponente (!). Misturando técnicas do boxe e da luta grega, o embate corpo-a-corpo era um vale tudo que costumava terminar quando um dos oponentes estava bem próximo da morte. A violenta prática fez parte dos Jogos Olímpicos entre os anos de 648 a.C e 383 d.C. e hoje, uma versão mais light do embate integra Federação Internacional de Lutas Associadas.

6. Corridas de bigas

Muito antes das corridas de Fórmula 1 encherem de adrenalina os aficionados por velocidade, um outro tipo de competição deixava a coração dos torcedores a mil por hora – as corridas de bigas. Um dos jogos mais populares na Grécia e em Roma, e principal prova equestre dos antigos Jogos Olímpicos, o esporte era perigoso tanto para o “motorista” quanto para os quatro cavalos que puxavam o carro. O passeio pelo hipódromo podia ser bem turbulento: uma curva mais acentuada poderia colocar tudo – inclusive algumas vidas – a perder. Isso, é claro, se a carruagem já não tivesse sido derrubada por um oponente ao longo do caminho (o que era tecnicamente proibido, mas não impedia a competição desleal) – como imortalizado no clássico de 1959, Ben Hur.

7. Batalha naval (ou naumaquia)

Você com certeza conhece o clássico jogo de tabuleiro conhecido como “batalha naval”. Nele, os jogadores devem adivinhar em que quadrados estão os navios do oponente. É considerado vencedor quem conseguir primeiro afundar todas as navegações do adversário. Na antiguidade, este jogo também era muito popular, com apenas uma diferença: ele não era um jogo de tabuleiro. Navios de verdade (com canhões igualmente verdadeiros) eram colocados em batalha em lagos ou lagoas artificiais construídas para o embate, conhecidos como naumaquias. O objetivo do jogo bélico era encenar batalhas épicas, afundando o navio dos coleguinhas do outro “time” – e muitos deles acabavam morrendo no meio da brincadeira, claro. A primeira “partida” de naumaquia foi organizada em Roma, por Júlio César, no ano46 a.C. Na ocasião, 2 mil combatentes e 4 mil remadores foram recrutados entre os prisioneiros de guerra para fazer parte da encenação sangrenta.

Tatsumaki Senpuu Kyaku!

Bônus:

Esse parece mais ainda!

Os 5 primeiros blogs da história da internet!

Open Diary, novembro 1994

Clique aqui para acessar!

O site do cientista e pesquisador brasileiro Cláudio Pinhanez, que na época já trabalhava no MIT Media Lab, é considerado o primeiro a ser publicado em formato de diário virtual. O seu “Diário Aberto”, publicado no Laboratório de Mídia do MIT, tinha o objetivo de documentar acontecimentos em sua vida e foi atualizado até 1996. Em seu primeiro texto, ele falava sobre o filme Vanya on 42nd Street (Tio Vanya em Nova York ), que havia achado o máximo. “Fazia tempo que eu não assistia a um grupo de atores interpretando um texto com tanta intensidade. Vi no domingo, mas na noite de segunda-feira ainda estava animado, e não podia tirá-lo de minha mente”.

Links.net, janeiro de 1994

Clique aqui para acessar!

Em dezembro de 1993, o estudante Justin Hall, à época com 19 anos, encontrou um exemplar no jornal New York Times que falava sobre uma coisa nova chamada web. O primeiro site havia sido colocado no ar no ano anterior. “Gráficos e links para percorrer a Internet? Todo o conceito me surpreendeu. Logo após navegar na web, percebi que quase todos os esforços de publicação on-line foram amadores – feitos por pessoas que sabiam como usar HTML, mas não necessariamente tinham algo em particular a dizer”, conta ele em sua página. Então ele resolveu aprender HTML buscando informações na internet para criar seu próprio site, que se chamou inicialmente “Página Inicial do Justin”. Foi o primeiro blog já criado. Lá, havia links para informações HTML, uma foto dele com o coronel americano Oliver North, um clipe sonoro do vocalista do Jane’s Addiction louco de ácido e uma lista dos seus sites favoritos, além de alguns textos em que falava sobre a sua vida. Havia também uma página cor de rosa sobre sexo que trazia links como “Conselhos sexuais”, “Vitrines sexuais” e “Supermodelos disfarçadamente sexuais”, seja lá o que isso quisesse dizer. Tudo isso fez sucesso e Justin manteve o blog por 11 anos.

Carolyn’s Diary, janeiro de 1995

Clique aqui para acessar!

Em 1995, a americana Carolyn Burke criou o Carolyn’s Diary. Logo no início da página, ela avisava: “Cuidado… este é o meu diário”. Ali, ela contava sobre seu dia, seus pensamentos, compartilhava alguns links e poemas. Em um dos posts, falava sobre a brincadeira mais divertida da internet: criar o maior número de contas de e-mail possível. Definitivamente, eram outros tempos. Carolyn também integrava o projeto “24 Horas no Ciberespaço”, um projeto colaborativo pioneiro que pretendia humanizar a rede e convidava as pessoas a postarem fotografias mostrando como a internet havia afetado sua vida. Ela ficou famosa e, em 1996, foi capa das revistas U.S News e Report World.

Scripting News, abril de 1997

Clique aqui para acessar!

O programador e empresário americano Dave Winer é pioneiro na tecnologia de RSS, XML-RPC, OPML e da API MetaWeblog e é considerado um dos caras mais importantes da história da internet. Em abril de 1997, ele lançou o Scripting News, uma página de notícias para os usuários do software Frontier, que se tornou um dos mais antigos weblogs restantes na rede hoje. Por um bom tempo, desde seu primeiro post, no dia 1º de abril de 1997, os posts só traziam uma lista de links. Depois é que foram ganhando mais conteúdo.

RobotWisdom.com, dezembro de 1997

Clique aqui para acessar!

O americano Jorn Barger foi o criador do termo “weblog” para definir uma nova forma de publicação na web. O RobotWisdom.com (Robô da Sabedoria) já existia desde fevereiro de 1995 e trazia artigos sobre James Joice, inteligência artificial, cultura na internet, design de hipertexto, história e tendências tecnológicas, assuntos sobre os quais ele entende muito. Mas foi só em 97 que começou a usar o termo “weblog” e a postar diariamente na esperança de encontrar uma audiência que pudesse ser capaz de ver as conexões entre todos os temas que ele explorava. Em seus posts, colocava links sobre arte e tecnologia e informava as pessoas sobre suas leituras e pesquisas. O termo foi encurtado para” blog “por Peter Merholz em 1999.

Scroll To Top